cover
Tocando Agora:

O custo da negligência: quanto uma empresa perde ao ignorar a saúde corporativa?

Perfil Saúde Corporativa Divulgação Uma empresa pode estar funcionando normalmente, cumprindo metas e entregando resultados e, ainda assim, carregar um custo...

O custo da negligência: quanto uma empresa perde ao ignorar a saúde corporativa?
O custo da negligência: quanto uma empresa perde ao ignorar a saúde corporativa? (Foto: Reprodução)

Perfil Saúde Corporativa Divulgação Uma empresa pode estar funcionando normalmente, cumprindo metas e entregando resultados e, ainda assim, carregar um custo que não aparece claramente no balanço. Ele começa quando exames ocupacionais deixam de ser acompanhados, laudos ficam desatualizados, riscos não são reavaliados ou programas de prevenção passam a ser tratados apenas como burocracia. A falta de uma gestão adequada em Saúde e Segurança no Trabalho (SST) pode desencadear um efeito que vai além da questão documental: afastamentos, absenteísmo, horas extras, retrabalho, queda de produtividade e, em situações de não conformidade, autuações e disputas judiciais. É o chamado custo invisível da negligência. Dados citados pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) ajudam a dimensionar esse impacto econômico do problema. Em artigo publicado em abril de 2026, a entidade destaca que fatores relacionados à organização do trabalho também podem afetar a saúde, a produtividade e os resultados das empresas. A conta começa antes da multa Para muitas empresas, a saúde corporativa ainda é associada principalmente ao cumprimento de obrigações: exames admissionais e periódicos, PCMSO, PGR, laudos e registros de SST no eSocial. Mas esses documentos não devem funcionar de forma isolada. A NR-07 estabelece que o PCMSO seja elaborado considerando os riscos ocupacionais identificados no PGR e estabeleça o acompanhamento médico necessário de acordo com esses riscos. Na prática, isso significa que exames, programas e avaliações precisam estar alinhados à realidade da operação e acompanhar suas mudanças. Na visão do Dr. Charles Dias, médico do trabalho e CEO da Perfil Saúde Corporativa, um dos problemas está justamente na forma como algumas empresas enxergam a SST. “O principal erro é tratar a Saúde e Segurança no Trabalho como um custo burocrático a cumprir, preencher PGR, laudos e treinamentos apenas para ‘passar na fiscalização’, em vez de enxergá-la como gestão real de riscos e proteção de pessoas.” Quando a SST vira apenas papel, explica o médico, as mudanças necessárias no comportamento e na rotina não acontecem. Nesse cenário, acidentes e afastamentos podem continuar ocorrendo, enquanto a empresa fica mais exposta a perdas de produção, indenizações e impactos em sua imagem. Para ele, a mudança começa quando a organização deixa de enxergar a SST apenas como um departamento responsável pelo cumprimento de normas e passa a trabalhar com uma cultura de prevenção, envolvendo liderança, comunicação e participação dos trabalhadores. O custo que não aparece na planilha Quando um trabalhador se afasta, a empresa precisa reorganizar demandas, lidar com horas extras, contratar substitutos e reorganizar a rotina. Se os afastamentos se tornam recorrentes, o impacto pode atingir toda a equipe e comprometer produtividade e resultados. Por isso, não existe um valor único para medir quanto uma empresa perde quando deixa de investir em prevenção. O impacto depende do porte, da atividade, dos riscos envolvidos e da frequência dos afastamentos. A conta, porém, vai muito além dos dias não trabalhados. Pode envolver tempo de gestores e RH, substituições, treinamento, retrabalho, atrasos e perda de produtividade. Segundo o Dr. Charles, esses custos muitas vezes ficam diluídos em diferentes áreas do orçamento e, por isso, não aparecem imediatamente como consequência de uma falha em SST. Horas extras, contratação e treinamento de substitutos, manutenção, retrabalho e despesas administrativas são alguns exemplos. O médico também chama atenção para o presenteísmo, quando o trabalhador comparece ao trabalho mesmo estando doente ou lesionado. Nesses casos, a pessoa pode ter seu rendimento reduzido e, dependendo da situação, ficar mais exposta a acidentes. A rotatividade também pode aumentar quando as condições de trabalho são percebidas como inseguras, gerando novos custos de recrutamento, seleção, treinamento e perda de conhecimento técnico. “A falta de prevenção afeta a produtividade de forma silenciosa, porque boa parte dos custos não aparece em uma linha específica do financeiro, eles ficam ‘escondidos’ dentro de outras contas”, observa. A esse custo operacional somam-se os riscos financeiros relacionados à falta de conformidade, como autuações, despesas decorrentes de disputas judiciais e eventuais indenizações, conforme as circunstâncias de cada caso. Quando a falha documental vira risco jurídico Manter a documentação de SST em dia não significa apenas organizar arquivos. Os registros ajudam a demonstrar que a empresa identifica seus riscos, acompanha a saúde dos trabalhadores e adota medidas preventivas compatíveis com sua realidade. Quando há lacunas, a organização pode ficar mais vulnerável em fiscalizações e em disputas judiciais relacionadas às condições de trabalho. Mas existe outro problema: documentos atualizados apenas no papel não são suficientes quando não correspondem à realidade da operação. Na avaliação do especialista, PGR, PCMSO, exames e laudos desatualizados podem deixar a empresa sem uma visão adequada dos riscos aos quais os trabalhadores estão efetivamente expostos. Além de dificultar a prevenção, isso pode comprometer a capacidade da organização de demonstrar que adotava medidas compatíveis com suas atividades. A documentação também pode ter impacto comercial. Na análise do médico, empresas podem perder oportunidades quando clientes ou processos de contratação exigem comprovação de documentação de SST vigente. Isso não significa que toda falha documental necessariamente resultará em processo ou multa. O ponto é que a ausência de uma gestão preventiva aumenta a exposição da empresa a riscos que poderiam ser identificados e tratados antecipadamente. “Quando exames, laudos e programas estão desatualizados, a empresa fica ‘cega’ para os riscos reais. Os trabalhadores seguem expostos a perigos que ninguém monitora, o que aumenta a possibilidade de acidentes, doenças ocupacionais e afastamentos”, ressalta. Perfil Saúde Corporativa Divulgação Produtividade também entra na conta O impacto pode aparecer ainda quando o trabalhador está presente, mas sua capacidade de desempenho é afetada. Sobrecarga, problemas de saúde, rotatividade e condições inadequadas de trabalho podem gerar perdas que não aparecem imediatamente nos indicadores financeiros: tarefas que demoram mais, erros que precisam ser corrigidos, retrabalho e equipes que precisam interromper suas atividades para cobrir ausências. A OIT destaca que os riscos psicossociais estão relacionados à forma como o trabalho é organizado e gerido, incluindo carga de trabalho, autonomia, relações profissionais, violência e assédio. Para as empresas, a prevenção desses riscos também está relacionada à produtividade e à sustentabilidade do negócio. O médico também chama atenção para o fato de que acidentes e quase-acidentes podem interromper a produção, demandar tempo de supervisão e investigação e até gerar danos a máquinas e materiais. São impactos que podem acabar registrados como custos de manutenção, produção ou despesas administrativas, sem necessariamente aparecerem associados à origem do problema. O que o empresário pode fazer? A prevenção começa com uma gestão contínua, e não apenas quando surge uma fiscalização ou um problema. Isso significa acompanhar os exames ocupacionais, manter PGR e PCMSO alinhados aos riscos da operação, revisar laudos quando houver mudanças nas condições de trabalho, monitorar afastamentos e outros indicadores e transformar os riscos identificados em ações concretas. Mais do que manter documentos em dia, o objetivo é utilizar essas informações para antecipar problemas e apoiar decisões. Um PGR alinhado aos processos, máquinas, produtos e jornadas reais da empresa permite identificar perigos e priorizar medidas de controle. Da mesma forma, um PCMSO coerente com as exposições existentes contribui para o acompanhamento da saúde dos trabalhadores. Quando esses instrumentos estão desatualizados ou são elaborados de maneira genérica, a empresa perde a oportunidade de usar a própria gestão de SST como ferramenta preventiva. Perfil Saúde Corporativa Divulgação Saúde corporativa como decisão de negócio É nesse ponto que a saúde corporativa ganha uma dimensão estratégica. Cuidar da saúde dos trabalhadores também significa proteger a continuidade da operação, reduzir perdas e criar condições para que a empresa trabalhe com mais previsibilidade. Na avaliação do doutor Charles Dias, essa mudança de mentalidade é fundamental. Um trabalhador saudável tende a faltar menos, permanecer mais tempo na empresa e contribuir para a redução de custos relacionados a absenteísmo, rotatividade, horas extras e treinamento. A prevenção também pode ajudar a reduzir impactos relacionados a acidentes e doenças ocupacionais, além de contribuir para a imagem da empresa perante trabalhadores, clientes e parceiros. “Quando o empresário trata a saúde dos colaboradores como investimento estratégico, ele está, na prática, investindo na continuidade e na produtividade do próprio negócio.” Com 30 anos de atuação em Saúde e Segurança no Trabalho, a Perfil Saúde Corporativa oferece soluções integradas para empresas, incluindo PGR, PCMSO, ASO, LTCAT, AEP, laudos, envio de dados ao eSocial, treinamentos e demais serviços de SST. A empresa atende organizações de diferentes portes em todo o território nacional, com unidades próprias em São Paulo, Santos, Praia Grande, Cubatão e Guarujá. A proposta é integrar prevenção, acompanhamento e gestão para que a saúde dos colaboradores deixe de ser tratada apenas como uma obrigação e passe a fazer parte das decisões estratégicas da empresa. A pergunta não é quanto custa prevenir; é quanto custa não prevenir. A conta da negligência não começa quando chega uma multa ou aparece um processo. Ela começa antes: no exame que não foi acompanhado, no risco que deixou de ser avaliado, no laudo desatualizado e no afastamento que poderia ter sido evitado. Como resume o Dr. Charles, a diferença está na forma como a empresa enxerga a saúde corporativa: como uma despesa necessária para cumprir normas ou como um investimento capaz de proteger pessoas, operação e resultados. Conheça as soluções da Perfil Saúde Corporativa em www.perfilsst.com.br ou entre em contato pelos telefones (13) 3223-7772 e (11) 3336-6557. Médico responsável: Dr. Charles Dias CRM 79552 RQE 43410