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Maníaco confessa série de ataques a mulheres em SP e não poderá ser preso por causa das eleições; entenda

Motociclista persegue ciclistas, apalpa vítimas e foge no litoral de SP A Polícia Civil identificou o motociclista flagrado importunando sexualmente mulheres ...

Maníaco confessa série de ataques a mulheres em SP e não poderá ser preso por causa das eleições; entenda
Maníaco confessa série de ataques a mulheres em SP e não poderá ser preso por causa das eleições; entenda (Foto: Reprodução)

Motociclista persegue ciclistas, apalpa vítimas e foge no litoral de SP A Polícia Civil identificou o motociclista flagrado importunando sexualmente mulheres que pedalavam por Guarujá, no litoral de São Paulo. Conforme apurado pela TV Tribuna, afiliada da Globo, o homem é investigado em ao menos cinco casos, e a polícia analisa se as condutas podem ser enquadradas também como estupro e estupro de vulnerável. O suspeito, citado pela Polícia Civil como "maníaco", foi encaminhado à Delegacia Sede de Guarujá na tarde desta quarta-feira (30). Segundo apuração da TV Tribuna, ele não deve permanecer preso por causa do artigo 236 do Código Eleitoral, que restringe a prisão de eleitores nos cinco dias anteriores à eleição, salvo nas exceções previstas em lei. Em entrevista à TV Tribuna, o delegado Glaucus Vinícius Silva afirmou que o suspeito foi identificado por depoimentos das vítimas, imagens de monitoramento e pela placa da motocicleta. A Polícia Civil agora analisa juridicamente os casos para definir o enquadramento dos crimes e embasar um pedido de prisão, inclusive por estupro e estupro de vulnerável. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp. 🔍 O artigo 236 do Código Eleitoral estabelece que nenhum eleitor pode ser preso nos cinco dias anteriores à eleição e até 48 horas depois do encerramento da votação, salvo em flagrante delito, em cumprimento de sentença criminal condenatória por crime inafiançável ou por desrespeito a salvo-conduto. Série de ataques Os ataques foram registrados por câmeras de segurança em diferentes pontos de Guarujá e repercutiram nas redes sociais. Nas imagens, o motociclista aparece usando uma bag semelhante às utilizadas por entregadores. Ataque foi flagrado por câmera de segurança em Guarujá (SP) Reprodução Segundo o delegado, cinco ocorrências com características semelhantes foram registradas. A Polícia Civil acredita, porém, que outras mulheres possam ter sido vítimas e não tenham procurado as autoridades. Uma das vítimas tem 12 anos. Por isso, a polícia também analisa se esse caso pode ser enquadrado como estupro de vulnerável. "Como ele ataca de surpresa, vem por trás, de maneira covarde, isso é um recurso que impossibilita completamente a mulher de se defender. Isso tem que ser considerado como uma espécie de violência indireta", afirmou Glaucus. Jovem, de 21 anos, foi atacada duas semanas depois de Jéssica (à dir.) sofrer a importunação. Reprodução Segundo o delegado, a análise jurídica busca verificar se os ataques podem ser enquadrados em crimes com penas mais altas do que a prevista para importunação sexual, que prevê pena máxima de 5 anos de prisão. No caso de estupro de vulnerável, a pena pode atingir até 12 anos de cadeia. “Quiçá a gente vai conseguir configurar até como estupro, para que ele tenha uma pena ainda muito mais grave, e não saia da cadeia pelo resto da vida”, destacou. Polícia procura outras vítimas O delegado orientou mulheres que tenham sido vítimas de abordagens semelhantes e ainda não tenham registrado ocorrência a procurar a Polícia Civil de Guarujá, mesmo que não tenham imagens dos ataques. "O relato basta, é a melhor palavra. A melhor prova que nós temos é a vítima [...] A sua palavra vale tudo para nós da polícia, para a gente poder atuar e pedir a prisão dele", disse. Motociclista é suspeito de cometer série de importunações sexuais em Guarujá VÍDEOS: Tudo sobre Santos e Região